O Roupa Nova comemorou seus 30 anos de carreira com a gravação de um DVD ao vivo nesta sexta-feira (2) no Credicard Hall, em São Paulo. A casa cheia recebeu a banda para um show de uma hora e meia do mais puro pop nacional - porque se há algo pop no Brasil, isso se chama Roupa Nova.
A apresentação começou por volta das 22h30, com um vídeo que imitava um game e apresentava a banda. No palco, estava parte da orquestra Villa-Lobos, que acompanhou a banda por todo show. A estrutura contava com telão onde o público podia ver detalhes dos integrantes e seus instrumentos, além de alguma arte eventualmente. Para registrar tudo isso, havia quatro câmeras distribuídas por palco, grua e trilho na plateia.
O setlist foi cheio dos sucessos da banda dos anos 80, começando com Sapato Velho. O público cantava cada canção como se sofresse loucamente de amor, como dizia cada letra.
A plateia, aliás, era composta por casais e mulheres que cantavam suas mágoas. Afinal, o Roupa Nova sempre foi uma banda romântica e como afirmou um de seus integrantes durante o show, eles recebem a energia do público e devolvem e em forma de música. Assim, surge o show mais meloso da música pop nacional.
Na quarta música, vem a participação mais emocionante de todo o show: Milton Nascimento entrou para cantar Nos Bailes, sem a mesma empolgação que já mostrou em outros tempos. Não que Milton fosse esfuziante em suas apresentações, mas está coma saúde claramente debilitada.
O show continuou com outros sucessos, como Volta Pra Mim, A Força e Cantar Faz, todas com a plateia com as mãos para cima e batendo palmas. Neste momento, a banda afirmou que estava muito feliz de saber que havia gente de todo o canto do País ali. Curiosamente, quando ele citou a região Sudeste, o público ficou entusiasmado, ao contrário das outras regiões.
Provando que pode transitar por mais de um estilo, o Roupa Nova arriscou um rap no final de Clarear. Obviamente, a música foi ensaiada, não contando com o tradicional improviso dos MCs.
Do rap para o Gospel, a banda chamou seu segundo convidado ao palco, o Padre Fábio de Melo. O canção escolhida foi A Paz.
Chegou o momento do Roupa Nova homenagear Milton Nascimento, cantando Maria Maria, canção clássica da MPB consagrada pelo mineiro.
A próxima foi Chuva de Prata, que teve a participação de Sandy. A cantora afirmou que era um prazer participar da história do Roupa Nova porque eles também fizeram parte da dela.
Mais uma vez mudando de estilo, a banda fez uma versão bem sertaneja de A Flor. Emendaram Todas Elas, com o telão mostrando imagens de mulheres famosas, que iam de Marilyn Monroe à Fatima Bernardes, passando por Gisele Bundchen, Lady Di e Paris Hilton. Depois disso, não poderia faltar o grande hit Dona.
Reforçando seu caráter pop, a banda fez um medley com trilhas da TV, incluindo Rock In Rio, Ilariê, da Xuxa e Don't Stop 'til You Get Enought, de Michael Jackson, numa clara referência não ao rei do pop, mas ao programa Video Show.
Na reta final, entra a participação mais esperada: a banda Fresno. Depois de fazer uma parceria com os sertanejos Chitaozinho e Xororó, a banda mostrou que pode ser retrô, fazendo o clássico pop oitentista com a canção Show. A banda, com sua vitalidade, proporcionou ao público o momento mais divertido da noite.
A banda terminou com Whisky a Go Go, hit que a consagrou nas pistas de dança, e até hoje pode ser ouvida em festinhas que homenageiam os anos 80.
Fonte: Terra












Comentários
é uma crítica construtiva...quem escreveu esse texto devia se preocupar no mínimo em citar as músicas do show com os nomes corretos...
Quem conhece o repertório da banda foi "adivinhando" as canções comentadas...mas alumas, não deu pra saber mesmo!!!
Seja como for, aposto que o show foi muito bom.
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