Sexta, 30 de Julho de 2010

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Conselho de Justificação decide expulsar capitão dos quadros da PM

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O Conselho de Justificação da Polícia Militar do Ceará decidiu pela expulsão dos quadros da corporação, do capitão Daniel Gomes Bezerra, acusado de ter matado a tiros de revólver, os acadêmicos de medicina, Marcelo e Leonardo Moreno Teixeira, na madrugada do dia 17 de março, numa churrascaria da avenida Perimetral, em Iguatu. O capitão está preso no Batalhão de Choque da Polícia Militar em Fortaleza, desde a data dos crimes. Se sua expulsão da PM for confirmada ele será julgado, não como oficial da polícia, mas sim, como cidadão comum.

Daniel Gomes Bezerra já foi ouvido pela justiça e disse que agiu em legítima defesa ao assassinar os dois médicos. Nos depoimentos das testemunhas de acusações no fórum de Iguatu a versão apresentada pelo capitão de legítima defesa praticamente caiu no descrédito, uma vez que as testemunhas relataram ao juiz fatos ocorridos durante a madrugada dos assassinatos.

As testemunhas de defesa serão ouvidas no próximo dia 12. Na semana passada, quem foi ouvida pela justiça foi Veruska Pedrosa, esposa do acusado. Ela prestou depoimento através de 'carta precatória', ao juiz Henrique Jorge Holanda Silveira, da 2ª vara do júri de Foretaleza. O depoimento de Veruska, pouca coisa acrescentou ao inquérito policial. Por várias vezes o depoimento dela teve que ser interrompido porque a mulher estava nervosa e chorava muito.

O coronel Adail Bessa de Queiroz, comandante geral da Polícia Militar do Ceará, comentou a decisão do Conselho de Justificação e disse que a conduta do capitão não foi favorável para sua permanência nos quadros da PM. O Conselho de Justificação foi formado pelo governador Cid Gomes, um dia após os assassinatos, composto pelos oficiais, tentente-coronel Carlos Adriano Gurgel, major Saymon e major Marcos Aurélio.

Após a decisão do Conselho o processo foi remetido ao secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Monteiro. Agora ele terá dez dias, a partir do recebimento para avaliar o caso e enviar ao governador Cid Gomes. O processo de expulsão só termina se for confirmado pelo governador do Estado e também pelo Tribunal de Justiça.

O advogado de defesa do acusado, Delano Cruz, criticou a decisão do Conselho de Justificação. Ele disse que foi precipitada a tomada de decisão, antes do julgamento final do processo pela justiça. Isso, segundo o advogado, antecipa indevidamente a condenação e desrespeita a tese de inocência do acusado.

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