Neste 07/12, domingo por volta das primeiras horas da manhã, foi feita uma vistoria na cela quatro do pavilhão um do presídio de Iguatu.Dentro da cela foram encontrados dois facões e 15 tijolos de maconha prensada, pesando 230 gramas, pronta para o consumo
Neste 07/12, domingo por volta das primeiras horas da manhã, foi feita uma vistoria na cela quatro do pavilhão um do presídio de Iguatu. Os agentes penitenciários junto aos policiais militares que estariam saindo para a ronda na cidade neste domingo, fizeram uma vistoria na cela quatro onde se encontram cinco presidiários que respondem a vários delitos. Dentro da cela foram encontrados dois facões e 15 tijolos de maconha prensada, pesando 230 gramas, pronta para o consumo. Segundo informações, por determinação da 2ª CIA do 2º Batalhão da Policia Militar de Iguatu, os policiais militares responsáveis pelo patrulhamento da cidade ao sair para o serviço, devem passar no presídio local, para junto aos agentes penitenciários, fazerem a vistoria.
Foi numa destas vistorias que depararam com armas e drogas. Conforme já relatamos em reportagens anteriores, a droga e outros objetos que entram no presídio não passam pelo portão principal, mas são arremessadas de fora do presídio, pois a cadeia pública não oferece segurança. Os detentos da cela quatro do pavilhão um são: Cícero Josimar de Sousa que responde ao artigo 155 do Código Penal Brasileiro (FURTO), José Aderlânio dos Santos Silva, responde ao 157 do CPB (ASSALTO), Eduardo Nunes de Souza, responde ao 121 do CPB (HOMICÍDIO), Ednaldo Avelino dos Santos, responde por Porte Ilegal de Arma e Antonio Martins de Souza Silva, responde ao 157 do CPB (ASSALTO). Todos eles foram apresentados ao delegado Jurandy Costa, titular da Delegacia Regional de Polícia Civil, autuados e retornaram na tarde deste domingo (07), ao presídio local. Procuramos conversar com os detentos que estavam recolhidos na DRPC, eles concordaram em falar com a reportagem da Rádio Mais FM desde que não fossem fotografados e nem seus nomes divulgados, temendo represália. Disseram que vivem numa situação difícil, pois o tratamento para com eles é de animais. "Nós somos obrigados, algemados, a ficar deitado no cimento quente, em pleno meio dia, para que eles possam fazer a vistoria. Somos tratados como animais. Cadê os direitos humanos?", finalizou um deles. Ainda na nossa conversa com um dos detentos ele disse que nos horários de visitas seus familiares são bastante humilhados. "Até as crianças são obrigadas a ficarem nuas e nossas esposas são fotografadas, num verdadeiro desrespeito", disse indignado.











