Sexta, 30 de Julho de 2010

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MAIS DEBATES: Trabalhador-"Fui humilhado por policial da CPRV."

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O programa “MAIS DEBATES” apresentado por Silvani Soares e o professor José Roberto comentou neste sábado, a entrevista concedida pelo trabalhador Thiago Rafael ao repórter Cavalcante Neto, que disse ter sofrido agressão e humilhação por policial da CPRV. Com a realização de eventos festivos nos últimos dias em nosso município, aumentou ação da policia para garantir segurança a população.- Durante o programa” Mais Debates,, apresentamos entrevista do repórter Cavalcante Neto acerca de uma agressão sofrida pelo trabalhador Thiago Rafael, por parte parte de policial motorizado da CPRV. – A vitima alegou abuso de autoridade inclusive com agressões, por parte do policial não identificado mas que está agindo nos últimos dias como integrante da CPRV.- Thiago disse a reportagem que considerou abusiva a abordagem pois não teve direito a se defender e ainda foi taxado de “vagabundo”.- Chorando e sentindo-se humilhado, pediu justiça e não entendeu a ação dos policiais- Durante o programa, ouvintes ligaram para prestar solidariedade e dona Luiza que se identificou como mãe de um policial militar, não concordou com a atitude e pediu que o fato fosse esclarecido pois nao aprovaria se o fato tivesse ocorrido com o seu filho que é militar.

A mãe de Thiago também concedeu entrevista disse que fará exame de corpo delito no IML e indignada com ação do policial , apelou para que as autoridades se manifestem pois isso não pode continuar.- O apresentador Silvani Soares opinou e quanto ao fato, merece uma análise profunda, visto que não se trata de uma blitz,e este assunto já foi amplamente discutido durante audiência publica na câmara municipal,mas os fatos continuam ,e ao ouvir o rapaz, acha que é uma perseguição e pelo que eu conheço o trabalhador Thiago, é uma pessoa que tem bons antecedentes e pode ser comprovado pela sua atuação quando trabalhou como estagiário na Caixa Econômica local , e reforçado por ouvintes .- José Roberto comentou que o despreparo de alguns policiais além da excessiva carga de trabalho vem refletindo nesta ação. A produção da emissora, colocou o programa a disposição e como não recebeu ligações , vai ouvir o comando da CPRV na segunda-feira, quando trará maiores detalhes e a versão do comando local.

Comentários  

 
0 #1 JT 07-09-2009 21:01
O BRASIL DEVE PUNIR OS TORTURADORES DA DITADURA, SEM SE ESQUECER DOS ARBÍTRIOS DO PRESENTE.
Hoje, no Brasil, sob o espírito de uma aplicação da lei, sem distinção quanto ao gênero e origem, preclara o caput do art. 5º da Constituição Federal que:
"Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:" Com base nesse histórico, falo da Campanha Nacional “A Polícia me parou. E, agora?”, lançada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República em conjunto com a União Européia e Fórum Nacional de Ouvidores de Polícia, lançada em Cuiabá. O objetivo da campanha é mostrar, a ambos os protagonistas, policial e cidadão, que há direitos e deveres para os dois lados. A abordagem policial é legal, é padrão, por isso, feita dentro de normas e rotinas que o policial recebe nos seus treinamentos profissionais. Portanto, não é algo que se faz aleatoriamente, de acordo com o interesse pessoal do policial ou seu “julgamento” do momento.

Como servidor publico, seu limite é lei; sua discricionaried ade é dada pelos limites da lei e dos regulamentos. Cabe ao cidadão, a ser abordado, receber tratamento que respeite sua cidadania e integridade. “Encosta no muro, vagabundo!!” tenho certeza que esse padrão não consta nem é ensinado nas academias ou nas instruções dos oficiais superiores. O folheto orienta como se comportar, mas também, o que o cidadão deve esperar do contato com o policial: quem é; porque está sendo abordando etc.

Cabe às autoridades do Sistema de Segurança Pública, atentar para esse fato: a impunidade, a tolerância com os abusos, o corporativismo, somente resultam em descrédito para as próprias instituições policiais. Daí, um excelente projeto, como o Policia Comunitária, que, de Mato Grosso já é conhecido e admirado na Europa, Estados Unidos e Japão, perde qualquer sentido para o cidadão agredido, violado, e que assiste o agente público ficar impune e ainda se vangloriar do que faz. “A policia me parou. E, agora?”- dignidade e respeito para os dois lados. Aliás, cidadãos de bem e policiais honestos não podem e nem deve ser inimigos. A CPRV, de grande utilidade para a nossa comunidade, está aterrorizando pessoas de bem, não pelo trabalho que executa, mas pela grosseria e prepotência de ALGUNS dos seus despreparados integrantes. Na realidade, não foi só o Jovem Tiago que foi humilhado e desmoralizado por quem deveria defendê-lo, mas toda sociedade, incluindo-se as nossas autoridades, a quem caberia o dever de fiscalizar.
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