Longe dos contos de terror, das histórias em quadrinhos, das presepadas
de 'Zé do Caixão' ou do cinema hollywoodiano, Iguatu tem a própria
história real de um homem que não vive sem estar perto de um velório. Ele é iguatuense pertence a uma família de pessoas religiosas e faz parte dos 'Irmãos do Santíssimo', da Igreja Católica.
(Ilustração Cláudio Teixeira publicada no Jornal A Praça) Juciê Pereira não perde um velório
Longe dos contos de terror, das histórias em quadrinhos, das presepadas de 'Zé do Caixão' ou do cinema hollywoodiano, Iguatu tem a própria história real de um homem que não vive sem estar perto de um velório. Ele é Juciê Pereira da Silva, tem 40 anos é solteiro e mora com a família na Rua Guilhardo Gomes de Araújo, lugar conhecido como 'Buraco da Velha', em Iguatu. Ele é iguatuense pertence a uma família de pessoas religiosas e faz parte dos 'Irmãos do Santíssimo', da Igreja Católica. Juciê de tão popular que é em frequentar tantos velórios já foi batizado de 'papa defunto'. Ele se orgulha de ser chamado assim e confessa que já deve ter visitado pelo menos um vinte mil enterros ao longo de sua vida, já que ele confessa ter sido vocacionado pelo gesto solidário desde os dez anos de idade. Nâo vá imaginar que é exagero dele. Juciê comparece aos sepultamentos de pessoas que são de Iguatu, de outras cidades da região e até outros estados. Em 2007, 'papa defunto' declarou ter ido a pelo menos mil funerais. Conhece como a palma da mão os coveiros de Iguatu e já teve dia de frequentar até cinco enterros.
Juciê Pereira da Silva, 'papa defunto', diz que já foi a 20 mil enterros
O homem que tem o dom de visitar todo defunto se diz chamado pela solidariedade. Juciê disse que para ele não importa se o morto é seu amigo, parente, conhecido ou não. “Vou lá para me solidarizar com a família, faço isso porque gosto, onde tem um velório estou lá”, afirma. Pela sua vocação pelos enterros, Juciê virou parceiro de uma funerária da cidade. Toda vez que a funerária presta seus serviços funerais para alguém é Juciê quem leva o carrinho com o caixão. Para cada enterro ela fatura R$ 5,00, mas garante que não é pelo dinheiro que faz o gesto. Se o sepultamento acontece fora de Iguatu ele também acompanha, para isso basta ter um transporte que garanta sua volta para casa.
Fora do seu habitual modo de frequentar os velórios Juciê Pereira trabalha em casa consertando cadeiras de palha. Ele é um habilidoso artesão capaz de pegar uma cadeira com a palha estragada e deixá-la novinha de novo.
Comentários
Gostei muito desta matéria.
Conheço demais o Juciê. Quando morava aí, seu apelido era \"CAVALEIRO NEGRO\".
Ele marcou presença no velório e enterro do meu pai em 1989.
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