Sábado, 04 de Setembro de 2010

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EAFI conquista prêmio nacional de ‘Técnico Empreendedor’

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Foto:Divulgação
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A Escola Agrotécnica Federal de Iguatu, EAFI, conquistou o prêmio nacional do projeto ‘Técnico Empreendedor’, oferecido pelo MEC, em parceria com o Sebrae e o Ministério da Agricultora, para incentivar idéias inovadoras de jovens empreendedores pelo Brasil afora

A professora Lucineide Torres com o presidente do Sebrae Paulo Okamoto e as alunas Natália, Lúcia e Zuleide recebendo a premiação
A Escola Agrotécnica Federal de Iguatu, EAFI, conquistou o prêmio nacional do projeto ‘Técnico Empreendedor’, oferecido pelo MEC, em parceria com o Sebrae e o Ministério da Agricultora, para incentivar idéias inovadoras de jovens empreendedores pelo Brasil afora. A entrega da premiação em dinheiro, cerca de R$ 12 mil reais, troféus e certificados aconteceu em Brasília na presença do diretor-presidente do Sebrae, Paulo Okatmoto, o secretário nacional de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Moura Pacheco, o diretor da EAFI, Ivam Holanda, a professora Lucineide Torres, e três alunas da instituição, Natália Alves Mendes, Ana Lúcia Leite de Souza e Maria Zuleide Teixeira, que ajudaram a desenvolver a idéia vencedora do prêmio.

A professora Lucineide Torres, trabalha com a disciplina de ‘Desenvolvimento da Criança Especial’ no curso de ‘Desenvolvimento Social’ e também coordena o Núcleo de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da Escola. Juntas, professora e alunas criaram um projeto para fabricar peças de roupas adaptadas para atender a clientela formada por portadores de necessidades especiais físicas, e também etiquetas emborrachadas em libras para portadores de necessidades especiais visuais. O projeto concorreu em três etapas, regional, estadual e nacional e ficou em 1º lugar em nível de Brasil. A professora Lucineide disse que foi uma surpresa muito gratificante ganhar um prêmio tão importante.

De acordo com a professora Lucineide, cerca e 17 outros projetos também foram premiados em nível nacional contemplando outras escolas de ensino tecnológico. Os projetos são desenvolvidos em três áreas distintas, ‘Inclusão Social’, ‘Cooperativista’ e ‘Tecnológca. Ela disse que para desenvolver a idéia foi feito um minucioso trabalho de pesquisa de mercado para descobrir o público consumidor. Segundo Lucineide Torres, dados do IBGE revelam que no Ceará, o 2º pólo produtor de vestuário do Brasil existe uma fatia de 17% de pessoas portadoras de necessidades especiais que são clientes em potencial, mas não têm um segmento específico que atenda suas necessidades. “Queremos implantar esse projeto e passar a atender essas demanda, trabalhando para a região, o Estado do Ceará e até para exportação se for o caso”.

O projeto aponta para a solução de um  problema constrangedor para as pessoas portadoras de necessidades especiais, que precisam, logo após comprar a roupa mandar fazer a adaptação. As peças de roupa terão desenho exclusivo, estampas e serão produzidas obedecendo a todos os padrões da moda. Segundo a professora, por ocasião da entrega do prêmio, em Brasília, o Banco do Brasil manifestou interesse em financiar o projeto, com a aqusição de equipamentos, treinamento da equipe e compra de matéria-prima.

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