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José Adil Vieira Júnior     26 Fevereiro 2010 18:44 | Iguatu
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. josefhadil@hotmai.com
Texto em alusão a nota divulgada à imprensa pelo Prefeito de Iguatu, Sr. Agenor Neto, referente às torturas praticadas por pessoas ligadas ao Gestor Municipal.

A INOCÊNCIA DAS MEIAS VERDADES

Ante a carta aberta escrita pelo Prefeito Municipal de Iguatu, Sr. Agenor Neto, sobretudo pela contextualização jurídica que embasou sua fala, em alusão aos atos de atrocidade praticados por pessoas diretamente ligadas ao referido chefe do executivo municipal, também na condição de cidadãos, expendemos nossa opinião acerca da sua postura pública.

De início, fazendo uso dos argumentos técnicos que por vezes repudiamos, trazemos à baila o princípio da presunção de inocência. É sempre assim, se alguém importante ou protegido por alguém importante que exerce extremo grau de influência e abusa do seu poder econômico se envolve em práticas criminosas o primeiro grito de defesa recai inevitavelmente na estridente garantia do estado de inocência. Não é ao princípio em si, que tem sede Constitucional, que se dirigem as nossas criticas, mas a forma com que manipuladamente ele é manejado em determinadas situações, se prestando a criar um escudo de resguardo de práticas ilícitas.

Trocando em miúdos, por que o prefeito ao invés de sistematicamente aludir à “qualidade de pureza” (inocência) dos que já foram indiciados e objeto de formação de opinião delitiva do Membro do Ministério Público, convencido da culpabilidade, diante das provas periciais e testemunhais levantadas ao nível do Inquérito, não expressou resignação à violação que já se havia praticado contra o DIREITO A LIBERDADE DE OPINIÃO, e no mesmo entrave, à condição de degradação humana a que foram submetidos os vitimizados pelo fato?

Analisando mais detidamente, a quem interessava seqüestrar e torturar os que panfletavam sobre as notícias que davam conta de fraude praticada contra a previdência social, cujo gestor iguatuense é apontado como parte do esquema fraudulento? Falamos “apontado” para que não se diga por aí que não respeitamos o princípio da presunção de inocência, até porque aqui os elementos de responsabilidade criminal não são tão públicos e evidentes como acolá.

É verdade Sr. Prefeito(ou deveríamos nos reportar a sua assessoria jurídica?) a Convenção Americana de Direitos Humanos de 1969, marco histórico dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário, é categórica em sacramentar que “toda pessoa acusada de um delito tem direito a que se presuma sua inocência”. O Sr.(ou senhores) só fez/fizeram questão de esquecer que ao mesmo grau de estatura a citada Convenção também elencou, como postulados elementares, princípios já mencionados por nós, como o DIREITO A INTEGRIDADE FÍSICA e a LIBERDADE:

“Art. 5º, item 1. Toda pessoa tem DIREITO A QUE SE RESPEITE SUA INTEGRIDADE FÍSICA, PSÍQUICA E MORAL”.

“Art. 5º, item 2. NINGUÉM DEVE SER SUBMETIDO A TORTURAS, nem a penas ou tratos cruéis, desumanos ou degradantes. Toda pessoa privada de liberdade deve ser tratada com o respeito devido à dignidade inerente ao ser humano.”

"Art. 7º, item 1. Toda pessoa tem DIREITO À LIBERDADE e à segurança pessoais."

Ressalte-se que os salutares princípios também se encontram encartados na Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988, em relação a qual o Sr. “jurou respeitar, honrar e defender”, ou será que o nobre gestor só prometeu jurá-la apenas parcialmente, ao sabor de suas conveniências?

Subjugar a inteligência popular com subversão de valores, afirmando serem modernas as práticas gestoras no município de Iguatu, ao passo que a livre manifestação do pensamento político é repelida cotidianamente é, no mínimo, um contra-senso. A exemplo de infinitos relatos pessoais que atestam o grau de represália a qualquer crítica formulada à Administração Pública Municipal.

“A tortura é uma experiência humilhante. A meta não é obter informação, mas castigar-nos e destroçar-nos tanto, que façamos o que as autoridades querem. Transformamo-nos num exemplo para os outros, que ficam aterrorizados para sempre”. (Isabel Allende). Que nós nunca “defendamos a liberdade com discurso, para por trás a atacarmos com metralhadoras”.(Carlos Drummond de Andrade).

Gustavo Ituasu Sarmento Neto e José Adil Vieira Júnior.

rene     29 Janeiro 2010 09:15 |
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Alguém deve ter informado aos policiais do Ronda que eles não são policiais, e sim juízes e promotores, pois os mesmos julgam-se donos da verdade. O papel da polícia é servir e proteger como diz em seu próprio dilema, mas os do Ronda é mandar e desmandar.

Deve-se mudar a mentalidade dessas pessoas que entram para trabalhar no ronda, eles representam o Estado, mas devem se lembrar que o povo financia o Estado, e o Estado exige em função do povo e não o contrário.

Várias denúncias foram feitas contra o Ronda, no entanto, o que chega ao ouvido dos coronéis do ronda é que a população os desacata.

Isso ocorre porque neste país, um policial não precisa provar que alguém os desacatou, resquícios imorais dos 25 anos de ditadura militar.

Já os policiais vivem descatando o povo com abordagens abusivas que beiram agressões, e se alguém não aceitar ser tratado como bandido, é logo punido como desacato.

Gilmar Filho     22 Janeiro 2010 18:15 |
Queria saber se as fotos que foram tiradas no show do NX Zero, serão colocadas no site. Pois queria pega-lá! Obrigada.

Alex de Paula     22 Janeiro 2010 02:56 |
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Gostaria de fazer uma crítica sobre a reportagem veiculada no dia 05/01/10 sobre o acidente na rua 13 de maio, em Iguatu, assinada pelo jornalista J. Guedes e entitulada: "Aumenta violência no trânsito durante feriadão de Ano Novo".

Sou advogado e proprietário do veículo Gol que colidiu conforme veiculado na matéria citada.

Admirei a organização do site (que até então desconhecia), mas fiquei decepcionado com o toque de sensacionalismo apresentado na notícia. Até onde entendo, o jornalismo sério deve se basear na veracidade das informações que são veiculadas, e não em meras especulações sem credibilidade. Fiquei surpreso ao ver o trecho 'há suspeitas de que os dois veículos trafegavam em alta velocidade'; e mais adiante, com a visível associação do acidente com imprudência, uso de bebidas alcóolicas e alta velocidade, sem a devida preocupação de se averiguar quem realmente agiu com imprudência.

Concordo com a crítica feita à violência no trânsito, mas é necessário se ter o mínimo de cuidado ao associar o nome de pessoas a situações contrangedoras!

Na ocasião, eu estava conduzindo o meu veículo pela 13 de maio, distante 2 quarteirões de minha residência, EM BAIXA VELOCIDADE logo após passar pelo quebra-molas ali próximo, quando o veículo Peugeot avançou a preferencial em alta velocidade, tornando inevitável a colisão. Sequer tive tempo de pisar no freio ou tomar qualquer atitude para evitar o impacto; simplesmente fui atingido! Sorte a minha que a colisão não se deu na lateral do meu veículo, e sim na dianteira, caso contrário seria uma verdadeira tragédia, tendo em vista que estava acompanhado de mais 4 amigos no carro. Houve relatos, inclusive, de que o condutor do Peugeot vinha sendo imprudente desde longe do local do acidente. Não tive nenhuma culpa pelo ocorrido, e muito menos agi com imprudência! Fui só mais uma vítima de uma atitude irresponsável...

Enfim, acredito na seriedade do site e parabenizo este tipo de iniciativa tão importante para a nossa região. Mas deixo o meu o recado para que, em uma próxima matéria semelhante envolvendo outras pessoas - a qual torço, obviamente, para que não venha a acontecer -, se busque a realidade dos fatos e se evite as especulações, as quais mais se parecem com sensacionalismo para alimentar boatos do que com informação séria.

Grato,

Alex de Paula Ledo

elissandro felix da silva     18 Janeiro 2010 13:58 | iguatu
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